11 de dez. de 2012

EM FIM

(cena 1)
Ela disse que iria embora e deixou a mala embaixo da escada;
E quando ele chegou, ela já estava de volta.

(cena 2)
Ela novamente disse que iria embora e dessa vez levou a mala.
Se despediu de cada cômodo da casa e ficou na rodoviária esperando
ele fazê-la mudar de idéia.

(cena 3)
 Ele não foi.

(cena 4)
Ela se foi.

(cena 5)
 /You Could be Happy\

(cena 6)
Ela tinha sorriso de coringa e o chamava de bolinha.

(cena final)
Ambos conheceram novos personagens e foram felizes para sempre.
Porque nos filme é o que acontece.













Vida Eterna de Um Suicida Teórico

...
Estrelando como felicidade: Momentos.
E o vilão, a dor;
A perfeição é algo tão insignificante;
Os arrependimentos tão corriqueiros.
A saudade, como um espinho...
Desconfio de quem acorda de bom humor;
Quantas vezes é possível amar de verdade?
Incontáveis as vezes que se o encanto se quebra;
Talvez se pudessemos viver uma vida inteira da mescla de um vinte e cinco de dezembro
 com uma noite de reveillón,
 talvez fosse possível acreditar em algo mais.
Sabe, eu até entendo os suicidas...
Quem somos nós pra dizer que vale apena viver por algo?
E você aí vivendo por alguém que vive por outro alguém?
...
Minha intuição certa vez me disse que por eu não ser um entusiasta da vida, 
que ela me manteria vivo como castigo.
Porque quem morre, são as pessoas que mais gostam de viver.
A vida é isso e não mais que isso...
Nascemos chorando/Deveríamos ao menos morrer sorrindo.
Luz e escuridão. Escuridão e luz.












3 de dez. de 2012

Filosofias de R$ 1,99




Estou afim de olhar o branco das minhas paredes e nem tão branco assim;
E o vázio que elas me causam;
Afim de dizer que é sempre é bom falar com você desde que não seja sempre.
Eu sempre quis ir no carrinho bate-bate;
Meu primeiro beijo não foi na roda gigante;
O algodão doce eu dei pra menina mais bonita.
Sempre quis saber desenhar;
Eu era um garotinho que chorava ouvindo certas músicas...
Pouco mudou.
Daí você cresce e perde o medo, a inocência, o pudor...
Você ganha quase nada.
E mentir é tão inevitável como seguir em frente.
Gosto quando minha intuição diz boas coisas sobre boas pessoas.
Gosto quando o acaso não me sacaneia;
Não gosto quando o futuro me cobra uma posição;
Filosofias de R$ 1,99;
Vendo minha alma também...
(e o preço?)
Voltar a vinte e um de julho de mil novecentos e oitenta e dois.